Depois de algumas semanas em que a balança desce toda vez, chega o mês em que ela não desce mais. É nesse ponto que a maior parte das pessoas desiste, convencida de que o metabolismo parou.
Na grande maioria dos casos não é isso que aconteceu.
Você emagreceu, então a conta mudou
Um corpo mais leve gasta menos energia para fazer as mesmas coisas. Andar, subir escada, até ficar parado. Se você perdeu seis ou sete quilos, o gasto diário que servia no início já não serve mais.
O plano que te trouxe até aqui foi calculado para o corpo que você tinha, não para o que você tem agora. Ele não falhou, ele só ficou desatualizado.
O movimento espontâneo cai sem aviso
Existe uma parcela do gasto diário que não é treino: é andar pela casa, gesticular, trocar de posição, subir escada em vez de esperar o elevador. Em déficit prolongado, essa parcela diminui sozinha.
Ninguém decide fazer isso. Você só fica um pouco mais econômico sem perceber. É por isso que contar passos no período costuma revelar uma queda que você juraria não ter acontecido.
As porções escorregam com o tempo
No início todo mundo mede com cuidado. Com as semanas, o olho vira régua, e a régua sempre cresce um pouco. O fio de azeite engorda, a colher de arroz fica mais cheia, o punhado de castanha vira dois.
Não é desonestidade. É o que acontece com qualquer medida feita no olho ao longo do tempo. Uma semana de atenção redobrada costuma responder essa pergunta melhor do que qualquer teoria.
A balança esconde o que mais interessa
Peso corporal oscila por retenção de líquido, sal da véspera, ciclo menstrual, intestino e estresse. Essas variações podem mascarar semanas inteiras de progresso real.
Se as roupas estão mais folgadas, as medidas diminuíram e a força no treino subiu, algo está acontecendo, mesmo com o número parado.
Vale acompanhar junto
- Circunferências, a cada quinze dias
- Como as peças de roupa estão servindo
- Carga e repetições no treino de força
- Média semanal do peso, em vez da leitura de um dia
O que fazer quando o platô é real
Quando de fato a média parou por três ou quatro semanas, o ajuste existe, mas ele raramente é cortar mais comida. Comer menos é a ferramenta mais óbvia e a que mais desgasta.
Antes dela vale olhar para: aumentar o gasto por movimento, revisar a distribuição de proteína, checar o sono e, em alguns casos, abrir um período planejado comendo na manutenção antes de retomar o déficit.
Essa última opção costuma ser a que mais assusta e a que mais ajuda. Dar uma pausa não é desistir, é recuperar a capacidade de seguir.
Platô não é sinal de que você falhou. É sinal de que chegou a hora de recalcular, e recalcular é parte do processo, não interrupção dele.
Quanto tempo esperar antes de mudar alguma coisa
Uma semana sem queda não é platô. Duas também não costumam ser. O peso oscila demais no curto prazo para que sete dias signifiquem qualquer coisa.
O critério mais útil é olhar a média semanal ao longo de três a quatro semanas. Se a média está igual nesse período, aí sim existe algo para ajustar.
Mudar o plano toda semana por causa de uma leitura ruim na balança é o caminho mais rápido para não conseguir avaliar nada, porque você nunca dá tempo suficiente para qualquer mudança mostrar efeito.
O platô que na verdade é destino
Existe também a possibilidade de o corpo ter chegado num ponto que ele sustenta bem, e que seguir descendo custaria muito mais do que vale.
Nem todo processo precisa terminar no menor número possível. Se você está com exames em ordem, disposição boa, força subindo e uma rotina alimentar que não ocupa a sua cabeça o dia inteiro, talvez o objetivo tenha mudado de lugar sem você perceber.
Trocar a meta de perder peso pela meta de manter o que conquistou é uma decisão legítima, e não é desistência.
Quer um plano feito para a sua rotina?
Se você quer sair do ciclo de começar e desistir, a gente pode conversar. O atendimento é presencial em Pouso Alegre ou online, do jeito que encaixar melhor na sua semana.